A 12ª conferência da ONU sobre o clima, que está a decorrer em Nairobi, vai intensificar os esforços na luta contra as alterações climáticas. Se nada for feito, os cenários que se colocam são terríveis. Dê a sua opinião.
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Sábado, 11 de Novembro de 2006

O Prémio “Fóssil do Dia”

Francisco Ferreira (Quercus) em Nairobi

O Prémio “Fóssil do Dia é atribuído diariamente por votação das organizações não governamentais de ambiente aos países que em termos negociais têm pior comportamento. A votação tem habitualmente lugar durante a manhã, numa reunião entre as 9.30h e as 10.30h que reúne as muitas dezenas de organizações não governamentais de ambiente presentes, sendo o anúncio efectuado à uma da tarde. Portugal até agora nunca recebeu um fóssil (só englobado na União Europeia).

Trata-se de uma forma de pressão pública que tem efeitos muito claros, dado que há geralmente uma reacção efectiva e também pública de alguns dos países seleccionados.

Ontem o foco de atenção (primeiro prémio) foi o Brasil. O Brasil tem tentado a todo o custo fazer prevalecer as suas intenções no que respeita à travagem da desflorestação como um compromisso para o período pós-2012, só que à custa desse objectivo tem complicado as negociações na discussão do artigo 9º relativas à revisão do protocolo, usando uma visão legalista e limitada do mesmo, impedindo uma discussão mais alargada do contributo dos países em desenvolvimento na prevenção das alterações climáticas. O segundo prémio foi para a União Europeia por ter apoiado a captura e armazenamento de carbono no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, ao lado dos países produtores de petróleo. Efectivamente esta é uma tecnologia que procura assegurar que o carbono associado à queima de combustíveis fósseis consegue ser retido e armazenado em vez de emitido para a atmosfera. Porém, a tecnologia ainda tem de dar provas, nomeadamente na monitorização, verificação e robustez, bem como ao nível dos custos, pelo que na opinião das organizações não governamentais de ambiente, tal deve ter lugar antes da sua inclusão como projectos passíveis de serem aprovados para poderem ser aplicados pelos países desenvolvidos nos países em desenvolvimento com créditos para os primeiros. Além disso, tal inclusão pode reduzir o investimento prioritário em tecnologias verdadeiramente mais sustentáveis com as renováveis e a eficiência energética.

publicado por nairobi às 13:48
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O Calor também mata

No relatório sobre a onda de calor do Verão de 2003 a Direcção Geral da Saúde de Portugal revela que “o número de óbitos observados foi superior ao número esperado em todos os dias do período compreendido entre 30 de Julho e 15 de Agosto, sendo as diferenças estatisticamente significativas”.
 
De acordo com os dados apurados “o excesso global de óbitos associados ao período da onda de calor foi estimado em 1953 óbitos”.

 

“Estes valores corresponderam a um excesso relativo de 43 por cento dos óbitos esperados no conjunto dos dois sexos”.

 
“O excesso de óbitos teve lugar, sobretudo, nos grupos etários mais elevados. Assim, no grupo de 75 e + anos houve mais cerca de 1742 óbitos e no grupo de 65-74 anos mais cerca de 161 óbitos. Deve salientar-se que não foi registado excesso de mortalidade estatísticamente significativo nos grupos etário mais baixos.
 
” Neste Verão de 2003 registaram-se temperaturas de quase 42 graus e por isso “a onda de calor a que a população esteve submetida parece ter sido a principal, senão a única, causa do excesso de óbitos ocorrido. Esta conclusão pode ser fundamentada, principalmente em três argumentos. Por um lado, a coincidência temporal entre a onda de calor e o elevado excesso de mortalidade é muito evidente. Por outro lado, as causas de morte que apresentaram riscos relativos mais elevados são muito específicas dos efeitos do calor (Golpe de calor = 70,00; Desidratação e outros distúrbios metabólicos = 8,65), não sendo fácil encontrar outras causas que expliquem as razões entre óbitos observados e esperados”, lê-se no documento da direcção geral da saúde.
 
Assim, fica evidente que o aumento da temperatura decorrente das alterações climáticas também tem implicações na saúde pública.
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publicado por nairobi às 13:00
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